sábado, 9 de outubro de 2010

Levíssima



Sinto-me leve, é, ultimamente uma carga pesada havia circundado minha áurea, falta de alinhamento, falta de coragem, mas bastou deveres cumpridos serem bem cumpridos, para que eu sentisse uma brisa leve passar, contar segredinhos e me levar para bem alto. É tão bom enxergar as coisas do alto, sua mente distrai e você passa a ver tudo de forma simples mas belo na sua forma. As nuvens sempre a desenhar a imaginação como a montar um quebra-cabeça espetacular. A forma, conseqüentemente depende de como está seu estado de espírito. Corro sempre, mas também preciso de um espaço no banquinho da praça para observar os pássaros voando e seguindo sempre em frente. Observar o carrinho de picolé passar com seu sonoro sino a balançar anunciando o clima de minha cidade. Ver crianças brincarem sem se preocupar com o amanhã (tão certas que nem imaginam, espero que elas descubram esse sentido bem depois), levantar e lembrar partes confusas de meus sonhos (muitas vezes sem sentido concreto, mas no fundo com todo sentido), ir ao cinema e comer pipoca e rir com os amigos, mesmo não se tratando de comédia (acreditem, isso já aconteceu). Ver, ver e ver...sem cansar do que se olha. Que meu estado de espírito leve comigo a leveza de ser. 

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"Entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos." Cecília Meirelles